De novo aqui!
Chegadinha da Peregrinação a Pé a Fátima, aqui estou, fazendo uma pausa na tarefa árdua do "levantar da tenda"!Quando parti, tudo estava no seu lugar - os pertences, separados do material, organizado por dias; a Balbina limpa e ansiosa de pôr o pé na estrada. Os dias voaram, como voaram!
Quando cheguei a casa "podre" de cansaço, suja, já não sabia bem o que era o saco da roupa; a vela do meu amigo secreto surgiu de dentro de uma meia e o meu querido Guião, sem capa, estava a fazer companhia a lenços de papel usadas testemunhas de momentos fortes de emoção!
Mas o meu coração - esse - estava e está aconchegado e os meus olhos trouxeram gravadas imagens, que nunca esquecerei, como quando os vi - os meus queridos peregrinos - apertadinhos, juntinhos, debaixo de umas árvores, rindo da chuva que vinha, de novo, cair sobre eles, ou em forma de "molha - tolos" ou em loucas "cordas de água"que os ensopavam por completo. Aquela imagem tão bonita, fez-me ver o que o imprevisto, a contrariadade, o sofrimento, podem trazer às nossas vidas - a união, a comunhão - o mau tempo faz-nos tantas vezes juntar! Então "que a chuva venha" e que eu tenha alguém por perto!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
"balão cheio" /"balão vazio"
Imaginem um "balão cheio" - provavelmente cheio de "ar" de "vento" e imaginem um "balão vazio" - pronto para ser enchido!
No cheio não cabe mais nada!
O vazio está ali - pronto para receber!
Receber o dom da vida, o dom gratuito que são os outros, receber a novidade de cada dia!
Na minha vida o que é que eu quero ser? ( mas cuidado, há conteúdos que não nos deixam subir!!! )
Qual é a minha escolha?
No cheio não cabe mais nada!
O vazio está ali - pronto para receber!
Receber o dom da vida, o dom gratuito que são os outros, receber a novidade de cada dia!
Na minha vida o que é que eu quero ser? ( mas cuidado, há conteúdos que não nos deixam subir!!! )
Qual é a minha escolha?
"peregrinar"
Que saudades!
Já passou muito tempo, desde a última vez que "pé na estrada" aqui escreveu!
Quase um ano!
Não foi por falta de vontade; não foi por não andar de "pé na estrada"; não foi por não ter acontecido nada no "caminho" - porque isso é IMPOSSÍVEL!
A riqueza do caminho, está na paisagem - naquilo que acontece; nas pessoas que caminham connosco - mas está, também, na nossa capacidade de OLHAR essa riqueza que está aqui, mesmo ao nosso lado.
Tempo de férias, tempo em que é suposto estar mais disponível para olhar.
Será que ter alma de peregrino não passa por aprender a olhar e descobrir as "maravilhas"?

Já passou muito tempo, desde a última vez que "pé na estrada" aqui escreveu!
Quase um ano!
Não foi por falta de vontade; não foi por não andar de "pé na estrada"; não foi por não ter acontecido nada no "caminho" - porque isso é IMPOSSÍVEL!
A riqueza do caminho, está na paisagem - naquilo que acontece; nas pessoas que caminham connosco - mas está, também, na nossa capacidade de OLHAR essa riqueza que está aqui, mesmo ao nosso lado.
Tempo de férias, tempo em que é suposto estar mais disponível para olhar.
Será que ter alma de peregrino não passa por aprender a olhar e descobrir as "maravilhas"?
domingo, 21 de outubro de 2007
"peregrinação" NECESSÁRIA
Sabemos que na nossa "peregrinação" do dia a dia há troços de estrada fáceis de percorrer, mas outros, nem tanto!
Sabemos que deve haver momentos (importantes! ) para nos "encontrarmos" a sós connosco próprios, mas que a maior parte do nosso "caminho" se faz com os outros que caminham ao nosso lado: família, amigos, os que trabalham connosco e também os outros, todos os outros, os que, anonimamente, connosco se cruzam nos diversos troços da estrada- uns e outros são nossos "companheiros de jornada"; com uns e com outros é que caminhamos e que temos de aprender a caminhar...
É de um troço de estrada que me apetecia falar, um específico, um percorrido: 9h da noite - 4h e meia da madrugada, sete horas e meia na urgência de um hospital ... - troço de estrada necessário para "ver" a dor dos outros e "relativizar" as nossas; necessário para entender a "aparente" ligeireza daqueles profissionais de saúde; necessário para entender que quando, segurando um papel se chama um nome, se vai "ver" não só um "caso", mas alguém que traz consigo uma história, a sua!
Na "peregrinação" da minha vida, ainda não tinha percorrido um troço de estrada assim!
Para mim, foi necessário!!!
Sabemos que deve haver momentos (importantes! ) para nos "encontrarmos" a sós connosco próprios, mas que a maior parte do nosso "caminho" se faz com os outros que caminham ao nosso lado: família, amigos, os que trabalham connosco e também os outros, todos os outros, os que, anonimamente, connosco se cruzam nos diversos troços da estrada- uns e outros são nossos "companheiros de jornada"; com uns e com outros é que caminhamos e que temos de aprender a caminhar...
É de um troço de estrada que me apetecia falar, um específico, um percorrido: 9h da noite - 4h e meia da madrugada, sete horas e meia na urgência de um hospital ... - troço de estrada necessário para "ver" a dor dos outros e "relativizar" as nossas; necessário para entender a "aparente" ligeireza daqueles profissionais de saúde; necessário para entender que quando, segurando um papel se chama um nome, se vai "ver" não só um "caso", mas alguém que traz consigo uma história, a sua!
Na "peregrinação" da minha vida, ainda não tinha percorrido um troço de estrada assim!
Para mim, foi necessário!!!
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Rica de CERTEZAS!!!
Parti, pobre de certezas e rica de esperança, lembram-se?
Agora, depois desta peregrinação de três dias - 5 a 7 de Outubro, estou de regresso mais RICA: rica de certezas; rica de esperança; mais rica, interiormente!!!
Passo a explicar:
Rica de certezas - A certeza de que não há um só caminho, mas muitos! - tantos quantas as pessoas que vão a caminhar!
A certeza de que quando me disponho a dar algum bocadinho de mim, acabo sempre por receber, mais muito mais!
A certeza de que, descubro sempre, um lado muito bom naquele ou naquela que vai comigo a caminhar, se eu for capaz de o/a olhar com olhos limpos.
Rica de esperança - A esperança de que aquilo que se viveu naqueles três dias tenha deixado nos nossos corações uma fome de encontro, uma fome de mais
Rica interiormente - Porque foi muito o que recebi: em amizade; em lições do dia a dia; em partilha e riqueza humana.
E com cresceu a minha bola de afectos!!!
Já se entende porque é que o meu pulso acelera quando se trata de pôr o pé na estrada, não é?
Agora, depois desta peregrinação de três dias - 5 a 7 de Outubro, estou de regresso mais RICA: rica de certezas; rica de esperança; mais rica, interiormente!!!
Passo a explicar:
Rica de certezas - A certeza de que não há um só caminho, mas muitos! - tantos quantas as pessoas que vão a caminhar!
A certeza de que quando me disponho a dar algum bocadinho de mim, acabo sempre por receber, mais muito mais!
A certeza de que, descubro sempre, um lado muito bom naquele ou naquela que vai comigo a caminhar, se eu for capaz de o/a olhar com olhos limpos.
Rica de esperança - A esperança de que aquilo que se viveu naqueles três dias tenha deixado nos nossos corações uma fome de encontro, uma fome de mais
Rica interiormente - Porque foi muito o que recebi: em amizade; em lições do dia a dia; em partilha e riqueza humana.
E com cresceu a minha bola de afectos!!!
Já se entende porque é que o meu pulso acelera quando se trata de pôr o pé na estrada, não é?
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
"pobre" de certezas; "rica" de esperança!
Vamos de Torres Vedras a Fátima, a pé! Quer vir connosco? São três dias; dava apoio e ainda podia...
E o meu pulso começou logo a acelerar... E meu pulso começou a acelerar, outra vez!
Pé na estrada, outra vez...
A beira da estrada, o frio da manhã, o meu olhar que "espreita" a curva do caminho, os peregrinos que se aproximam, os cabelos dourados pelo sol do cair da tarde; a caminhada interior que eu desejo tanto que aconteça, que eu acredito que acontece, SEMPRE, que eu vou adivinhando em cada rosto risonho onde o cansaço vai dexando as suas marcas.
Cada peregrinação é, tem de ser, uma história de encontros: connosco próprios, com os outros que caminham connosco, com Aquele que, mesmo sem termos consciência disso, nos chama, convida, quer pousar em nós o Seu olhar!
"Desce depressa, hoje quero ir a tua casa!" É a frase escolhida para esta caminhada e que foi dita naquele encontro que, vivido intensamente em verdade e profundidade, mudou uma vida!
Se o encontro acontece, se eu olho e quero ser olhada, se eu estou toda inteira nesse encontro, tudo pode acontecer!
E o meu pulso acelera, outra vez...
Na contagem decrescente para nos pormos a caminho, eu sei que vou partir: pobre de certezas, rica de esperança!
E o meu pulso começou logo a acelerar... E meu pulso começou a acelerar, outra vez!
Pé na estrada, outra vez...
A beira da estrada, o frio da manhã, o meu olhar que "espreita" a curva do caminho, os peregrinos que se aproximam, os cabelos dourados pelo sol do cair da tarde; a caminhada interior que eu desejo tanto que aconteça, que eu acredito que acontece, SEMPRE, que eu vou adivinhando em cada rosto risonho onde o cansaço vai dexando as suas marcas.
Cada peregrinação é, tem de ser, uma história de encontros: connosco próprios, com os outros que caminham connosco, com Aquele que, mesmo sem termos consciência disso, nos chama, convida, quer pousar em nós o Seu olhar!
"Desce depressa, hoje quero ir a tua casa!" É a frase escolhida para esta caminhada e que foi dita naquele encontro que, vivido intensamente em verdade e profundidade, mudou uma vida!
Se o encontro acontece, se eu olho e quero ser olhada, se eu estou toda inteira nesse encontro, tudo pode acontecer!
E o meu pulso acelera, outra vez...
Na contagem decrescente para nos pormos a caminho, eu sei que vou partir: pobre de certezas, rica de esperança!
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
reflexo...
Olho a fotografia do Luciano...
O Luciano, da "Missão de Fonte Boa" - Planalto de Angónia - Moçambique!
Na fotografia, Luciano tapa a cara com a mão, mas não totalmente, ainda dá para espreitar e ele espreita...
Por entre os seus dedos, "espreita" um olho vivo, negro, muito brilhante, que "ri" e espreita!
Olho aquele olhar de menino de quem, também eu, aprendi a gostar...
Olho com mais atenção e vejo! Na pupila escura e brilhante do Luciano, lá está, reflectida uma figura, a figura de quem lhe estava a tirar a fotografia.
O olho "risonho" do Luciano revelava o outro! O fotógrafo "guardou" na sua máquina o olhar do Luciano, mas este "guardou"-o no seu olhar, bem dentro da sua pupila escura e viva.
Como é que "aparecemos" nos olhos dos outros?
Que "reflexos" guardam os outros de nós?
Obrigada Luciano, porque o teu olhar é suficientemente límpido e transparente para "reflectir" com fidelidade o qe se passa à tua volta!
O Luciano, da "Missão de Fonte Boa" - Planalto de Angónia - Moçambique!
Na fotografia, Luciano tapa a cara com a mão, mas não totalmente, ainda dá para espreitar e ele espreita...
Por entre os seus dedos, "espreita" um olho vivo, negro, muito brilhante, que "ri" e espreita!
Olho aquele olhar de menino de quem, também eu, aprendi a gostar...
Olho com mais atenção e vejo! Na pupila escura e brilhante do Luciano, lá está, reflectida uma figura, a figura de quem lhe estava a tirar a fotografia.
O olho "risonho" do Luciano revelava o outro! O fotógrafo "guardou" na sua máquina o olhar do Luciano, mas este "guardou"-o no seu olhar, bem dentro da sua pupila escura e viva.
Como é que "aparecemos" nos olhos dos outros?
Que "reflexos" guardam os outros de nós?
Obrigada Luciano, porque o teu olhar é suficientemente límpido e transparente para "reflectir" com fidelidade o qe se passa à tua volta!
domingo, 16 de setembro de 2007
"marcas" visíveis
Mais ou menos no princípio doVerão, um jornalista dispôs-se a fazer uma caminhada, por um dos caminhos de Santiago. As suas crónicas que iam chegando através da rádio, davam bem conta da riqueza e profundidade da experiência que ele estava a ter.
Com que alegria o ouvi falar de "caminhada" interior; do "ir" e não só do "chegar"; da "peregrinação" que se faz no dia a dia das nossas vidas!!! Tudo coisas que Pé na Estrada tem procurado viver ao longo dos últimos anos...
Houve um dia em que esse "jornalista peregrino"afirmava: Sabemos que, aqueles que connosco se cruzam, são peregrinos pelas marcas visíveis do queimado do sol nas pernas e braços!
Marcas visíveis!!! -
Apetece, então, muito muito perguntar a mim própria:
Que marcas visíveis se notam em mim, peregrina do dia a dia?
Alguém que caminha ao meu lado, na família, no trabalho, nos círculos de amizade, vê uma marca em mim que me identifique como peregrina?
Será que eu fui capaz de me deixar queimar/marcar pelo fogo do espírito de peregrino?
Ou foi tudo demasiado superficial para deixar marcas!
O que eu queria que se visse em mim: simplicidade, despojamento, entrega, comunhão!
Capacidade para me alegrar, arriscar, saborear e agradecer.
O estar com o que caminha a meu lado...
Deu-me que pensar aquela crónica!
Com que alegria o ouvi falar de "caminhada" interior; do "ir" e não só do "chegar"; da "peregrinação" que se faz no dia a dia das nossas vidas!!! Tudo coisas que Pé na Estrada tem procurado viver ao longo dos últimos anos...
Houve um dia em que esse "jornalista peregrino"afirmava: Sabemos que, aqueles que connosco se cruzam, são peregrinos pelas marcas visíveis do queimado do sol nas pernas e braços!
Marcas visíveis!!! -
Apetece, então, muito muito perguntar a mim própria:
Que marcas visíveis se notam em mim, peregrina do dia a dia?
Alguém que caminha ao meu lado, na família, no trabalho, nos círculos de amizade, vê uma marca em mim que me identifique como peregrina?
Será que eu fui capaz de me deixar queimar/marcar pelo fogo do espírito de peregrino?
Ou foi tudo demasiado superficial para deixar marcas!
O que eu queria que se visse em mim: simplicidade, despojamento, entrega, comunhão!
Capacidade para me alegrar, arriscar, saborear e agradecer.
O estar com o que caminha a meu lado...
Deu-me que pensar aquela crónica!
domingo, 2 de setembro de 2007
"Defenir como fundo..."
Todos nós, quando abrimos os nossos computadores somos "assaltados" por uma imagem...
O que temos? Para além do que o próprio computador "sugere" temos: modelos de paisagens para os mais românticos e todo um cardápio de possibilidades, tal como os gelados de sabores...
Mas podemos, é claro, personalizar o nosso fundo de ambiente de trabalho e então...
No meu ambiente de trabalho saltam as imagens...
Não, não vou dizer!
Não interessa o que cada um de nós escolhe, mas as razões da sua escolha. De modo geral, é uma imagem de alguém ou de alguma coisa, que nos inspira e/ou traz recordações, nos motiva e funciona, efectivamente, como fundo do nosso trabalho.
O que está como pano de fundo do cenário do nosso trabalho, sim, mas também, de certo modo, da nossa vida.
O que é que está no fundo do ambiente da minha vida?!
O que é que "aparece" quando, em cada manhã, eu acordo e abro, não o computador, mas os meus olhos, para o dia, cada dia, que me é oferecido?
Qual é a imagem que eu defino para servir de pano de fundo do meu dia?
Val a pena pensar - escolher - defenir!
O que temos? Para além do que o próprio computador "sugere" temos: modelos de paisagens para os mais românticos e todo um cardápio de possibilidades, tal como os gelados de sabores...
Mas podemos, é claro, personalizar o nosso fundo de ambiente de trabalho e então...
No meu ambiente de trabalho saltam as imagens...
Não, não vou dizer!
Não interessa o que cada um de nós escolhe, mas as razões da sua escolha. De modo geral, é uma imagem de alguém ou de alguma coisa, que nos inspira e/ou traz recordações, nos motiva e funciona, efectivamente, como fundo do nosso trabalho.
O que está como pano de fundo do cenário do nosso trabalho, sim, mas também, de certo modo, da nossa vida.
O que é que está no fundo do ambiente da minha vida?!
O que é que "aparece" quando, em cada manhã, eu acordo e abro, não o computador, mas os meus olhos, para o dia, cada dia, que me é oferecido?
Qual é a imagem que eu defino para servir de pano de fundo do meu dia?
Val a pena pensar - escolher - defenir!
Não há "rascunho" para a Vida!
Pois é, não há "rascunho" para a vida, nem "delete" e já está!!!
Não se pode, na nossa vida "escrever" coisas só para ver, "visualizar a mensagem" e depois, cuidadosamente e sensatamente, ou optar por não escrever - de todo - ou escrever, sim, mas emendando!
Não se pode, na nossa vida, "escrever"coisas e depois "deletar"!
Não, na nossa vida, não pode ser assim...
Disse - agi e pronto, aí está, é "enviado"assim, tal e qual, e os efeitos que irá provocar escapam-se das nossas mãos. Certo ou errado, com boas ou más consequências aí vai a "seta"...
Então como fazer? Que fazer?
A primeira coisa a fazer é: pensar, antes de agir - todos nós sabemos isso - mas será que fazemos?
Pensar, sobretudo nas consequências que esse nosso agir vai ter, nos outros e "por ricochete" em nós próprios.
Depois...
Depois, é "estar", "treinar" estar, tal próxima do Bem, que não corremos o risco de viver, "mandando mensagens erradas"
Estar próxima do Bem é agir pensando no bem do outros, dos outros!
Se assim fizermos, a nossa vida não é "rascunho", é a certa, a única possível, a versão final
Aquela que eu não preciso de "apagar"
Não se pode, na nossa vida "escrever" coisas só para ver, "visualizar a mensagem" e depois, cuidadosamente e sensatamente, ou optar por não escrever - de todo - ou escrever, sim, mas emendando!
Não se pode, na nossa vida, "escrever"coisas e depois "deletar"!
Não, na nossa vida, não pode ser assim...
Disse - agi e pronto, aí está, é "enviado"assim, tal e qual, e os efeitos que irá provocar escapam-se das nossas mãos. Certo ou errado, com boas ou más consequências aí vai a "seta"...
Então como fazer? Que fazer?
A primeira coisa a fazer é: pensar, antes de agir - todos nós sabemos isso - mas será que fazemos?
Pensar, sobretudo nas consequências que esse nosso agir vai ter, nos outros e "por ricochete" em nós próprios.
Depois...
Depois, é "estar", "treinar" estar, tal próxima do Bem, que não corremos o risco de viver, "mandando mensagens erradas"
Estar próxima do Bem é agir pensando no bem do outros, dos outros!
Se assim fizermos, a nossa vida não é "rascunho", é a certa, a única possível, a versão final
Aquela que eu não preciso de "apagar"
terça-feira, 10 de julho de 2007
"meio quilo de esperança e duas doses de coragem"
Ele tinha partido do Porto, com duas tábuas de surf, algumas T-shirts, dois pares de calções, chinelos, um computador portátil, uma máquina fotográfica, artigos de higiene, livros de viagens e claro, documentos e dinheiro ( não muito!)
Sem compromissos familiares, para trás ficavam um emprego, amigos e a rotina; na sua frente as ondas, o mar sem fim, países distantes, "o tutano da vida"...
Agora, passados tempos, mares, ondas, experiências e vivências...
agora na Costa Rica, quando regressa da praia, tem...
o quarto vazio da residencial, os chinelos dos pés e a tábua de surf!
Polícia, declarações, consulado, papelada, necessidade de sobreviver!
A quem lhe perguntou com o que tinha ficado, ele respondeu: meio quilo de esperança e duas doses de coragem, para ainda acrescentar com humor: se calhar tinha "peso" a mais!
Não sou "surfista"e, sem qualquer juízo de valor, quero "saborear o tutano da vida" de outro modo, mas com ele, com o André surfista, aprendi mais do que uma lição...
Posso perder muita coisa, mas não posso perder nem a esperança, nem a coragem;
Posso deixar para trás muita coisa, mas não posso deixar de levar a tábua do meu sonho; Posso deixar para trás a "tralha" da minha vida, aquilo que me impede de caminhar e é só um "peso", mas não posso deixar de levar o ESSENCIAL
Mas, para que isso aconteça, tenho de saber em Quem ponho a minha esperança;
Quem alimenta a minha coragem;
Quem é a minha tábua;
Qual é o meu sonho.
Se eu souber responder a estas questões encontrarei o Essencial!
Um abraço, André!
Ele tinha partido do Porto, com duas tábuas de surf, algumas T-shirts, dois pares de calções, chinelos, um computador portátil, uma máquina fotográfica, artigos de higiene, livros de viagens e claro, documentos e dinheiro ( não muito!)
Sem compromissos familiares, para trás ficavam um emprego, amigos e a rotina; na sua frente as ondas, o mar sem fim, países distantes, "o tutano da vida"...
Agora, passados tempos, mares, ondas, experiências e vivências...
agora na Costa Rica, quando regressa da praia, tem...
o quarto vazio da residencial, os chinelos dos pés e a tábua de surf!
Polícia, declarações, consulado, papelada, necessidade de sobreviver!
A quem lhe perguntou com o que tinha ficado, ele respondeu: meio quilo de esperança e duas doses de coragem, para ainda acrescentar com humor: se calhar tinha "peso" a mais!
Não sou "surfista"e, sem qualquer juízo de valor, quero "saborear o tutano da vida" de outro modo, mas com ele, com o André surfista, aprendi mais do que uma lição...
Posso perder muita coisa, mas não posso perder nem a esperança, nem a coragem;
Posso deixar para trás muita coisa, mas não posso deixar de levar a tábua do meu sonho; Posso deixar para trás a "tralha" da minha vida, aquilo que me impede de caminhar e é só um "peso", mas não posso deixar de levar o ESSENCIAL
Mas, para que isso aconteça, tenho de saber em Quem ponho a minha esperança;
Quem alimenta a minha coragem;
Quem é a minha tábua;
Qual é o meu sonho.
Se eu souber responder a estas questões encontrarei o Essencial!
Um abraço, André!
terça-feira, 26 de junho de 2007
experimentem!
Quando eu era pequenina, como todas as crianças, "adorava" histórias! (devo confessar que ainda gosto...)
Mas as que mais me fascinavam eram aquelas em que bastavam dizer umas palavras mágicas e logo as portas se abriam, as pedras rolavam, os "génios" apareciam prontos a servir os desejos mais insólitos, tipo "entrega ao domicílio" da imaginação mais exigente.
Só que....
Depressa entendi que aquilo só funcionava nas histórias e por mais que a minha imaginação delirante criasse palavras mágicas as "portas" que eu queria abrir, ficavam fechadas!
Depressa( e ainda bem) entendi que em vez de perder tempo à espera, parada, que, por magia, acontecesse aquilo que eu desejava, eu tinha era de pôr o pé na estrada da minha vida e trabalhar para aquilo que era o meu desejo mais profundo
E quando as forças falham?
E quando na "peregrinação" que é a nossa vida eu caio, esgotada, não tanto pelas dificuldades, mas "triste" comigo por cair nas mesmas coisas:
"tropeçar" na mesma pedra... "hesitar" na mesma encruzilhada... "escorregar" na mesma descida ?
Eu já não queria palavras mágicas, em que não acreditava, mas queria, isso sim, uma palavra de ordem, para que eu fosse capaz, não de abrir portas, mas de me abrir por dentro... Palavra dita com doçura... Com a doçura de Alguém que me ama e que confia em mim, mais do que eu própria, que me diz: Levanta-te! Podes! És capaz! Sou Eu que te digo!
Em muitos momentos do Evangelho, o Senhor diz: " Levanta-te!"
Sou eu que tenho de me levantar, mas posso, porque Ele está ali.
Entendi, finalmente, que não há magia, mas que o Amor que me é dado e que acolho com confiança, faz milagres!
Levanta-te! Eu estou contigo
Mas as que mais me fascinavam eram aquelas em que bastavam dizer umas palavras mágicas e logo as portas se abriam, as pedras rolavam, os "génios" apareciam prontos a servir os desejos mais insólitos, tipo "entrega ao domicílio" da imaginação mais exigente.
Só que....
Depressa entendi que aquilo só funcionava nas histórias e por mais que a minha imaginação delirante criasse palavras mágicas as "portas" que eu queria abrir, ficavam fechadas!
Depressa( e ainda bem) entendi que em vez de perder tempo à espera, parada, que, por magia, acontecesse aquilo que eu desejava, eu tinha era de pôr o pé na estrada da minha vida e trabalhar para aquilo que era o meu desejo mais profundo
E quando as forças falham?
E quando na "peregrinação" que é a nossa vida eu caio, esgotada, não tanto pelas dificuldades, mas "triste" comigo por cair nas mesmas coisas:
"tropeçar" na mesma pedra... "hesitar" na mesma encruzilhada... "escorregar" na mesma descida ?
Eu já não queria palavras mágicas, em que não acreditava, mas queria, isso sim, uma palavra de ordem, para que eu fosse capaz, não de abrir portas, mas de me abrir por dentro... Palavra dita com doçura... Com a doçura de Alguém que me ama e que confia em mim, mais do que eu própria, que me diz: Levanta-te! Podes! És capaz! Sou Eu que te digo!
Em muitos momentos do Evangelho, o Senhor diz: " Levanta-te!"
Sou eu que tenho de me levantar, mas posso, porque Ele está ali.
Entendi, finalmente, que não há magia, mas que o Amor que me é dado e que acolho com confiança, faz milagres!
Levanta-te! Eu estou contigo
sábado, 16 de junho de 2007
a lição do ananás
Continental e "urbana", olhava, com assombro, as estufas, ou melhor a sequência das estufas:
Em cada estufa se processava uma fase da cultura do ananás.
Tentei ouvir atentamente as explicações, que me iam sendo dadas e ia "visitando" as diversas estufas...
Para todas as fases era necessário: técnica, trabalho aturado, atenção à luz, à temperatura e...
tempo: um ananás leva dois anos a formar-se.
Dois anos!
Dois anos de dedicação, dois anos de atenção, dois anos de espera...
Tempo para plantar, tempo para cuidar, tratar, alimentar e... esperar
Tempo para "plantar" com cuidado e carinho e saber esperar
Quase sem dar por isso, pensei na minha maneira de "estar"na vida, naquilo que quero "apanhar" sem "cultivar" com dedicação, carinho e paciência; naquilo que "planto" e quero ver os resultados imediatos; na minha dificuldade de saber esperar
Obrigada, Senhor, pela lição do ananás!
Em cada estufa se processava uma fase da cultura do ananás.
Tentei ouvir atentamente as explicações, que me iam sendo dadas e ia "visitando" as diversas estufas...
Para todas as fases era necessário: técnica, trabalho aturado, atenção à luz, à temperatura e...
tempo: um ananás leva dois anos a formar-se.
Dois anos!
Dois anos de dedicação, dois anos de atenção, dois anos de espera...
Tempo para plantar, tempo para cuidar, tratar, alimentar e... esperar
Tempo para "plantar" com cuidado e carinho e saber esperar
Quase sem dar por isso, pensei na minha maneira de "estar"na vida, naquilo que quero "apanhar" sem "cultivar" com dedicação, carinho e paciência; naquilo que "planto" e quero ver os resultados imediatos; na minha dificuldade de saber esperar
Obrigada, Senhor, pela lição do ananás!
quarta-feira, 6 de junho de 2007
"viver como bom cristão"
"Viver como bom cristão"
Li esta expressão e fiquei a pensar...
Para já, infelizmente, não sou! ( será que posso dizer: ainda não? )...
Mas, continuei e pensar, e vou arriscar:
"viver como bom cristão" é amar (os outros ) como se é amado ( por Deus) !
Li esta expressão e fiquei a pensar...
Para já, infelizmente, não sou! ( será que posso dizer: ainda não? )...
Mas, continuei e pensar, e vou arriscar:
"viver como bom cristão" é amar (os outros ) como se é amado ( por Deus) !
Rir "com"
Ela tossia desalmadamente...
Mas como não queria parar de falar, continuava e as palavras saíam com "fífias", duma maneira tão caricata, que era impossível ficar sério e assim só provocou umas boas gargalhadas a quem a ouvia...
Era impossível ela zangar-se porque não se estavam a rir de, estavam-se a rir com!
E era/é o com que marca a diferença.
O com que é de comunhão, que é de comum - união!
Vale a pena perguntar com que atitude nos relacionamos uns com os outros.
Que intencionalidade marca o nossos gestos, mesmo os mais pequenos, as nossas palavras, os nossos olhares?
Os gestos - São gestos que afastam, ou são gestos de comunhão, de comum-união?
As palavras - São palavras que ferem, ou palavras que "curam"?
E os olhares - São olhares que medem, julgam, avaliam, ou olhares que acolhem, olhares calorosos, onde me sinto em casa
Interessa que o meu eu, conte com o teu tu, mas para com ele eu possa, saiba, queira consruir comunhão
Mas como não queria parar de falar, continuava e as palavras saíam com "fífias", duma maneira tão caricata, que era impossível ficar sério e assim só provocou umas boas gargalhadas a quem a ouvia...
Era impossível ela zangar-se porque não se estavam a rir de, estavam-se a rir com!
E era/é o com que marca a diferença.
O com que é de comunhão, que é de comum - união!
Vale a pena perguntar com que atitude nos relacionamos uns com os outros.
Que intencionalidade marca o nossos gestos, mesmo os mais pequenos, as nossas palavras, os nossos olhares?
Os gestos - São gestos que afastam, ou são gestos de comunhão, de comum-união?
As palavras - São palavras que ferem, ou palavras que "curam"?
E os olhares - São olhares que medem, julgam, avaliam, ou olhares que acolhem, olhares calorosos, onde me sinto em casa
Interessa que o meu eu, conte com o teu tu, mas para com ele eu possa, saiba, queira consruir comunhão
terça-feira, 29 de maio de 2007
Olhos " bons de se olhar"
Ela foi-se chegando, de mansinho, e entre envergonhada e determinada, pousou a mão um bocadinho enrugada, mas muito fresca no meu braço e disse, sorrindo:
Eu acho que, enquanto formos capazes de dizer "eu e tu", está tudo bem!
Olhei-a nos olhos - uns olhos bons de se olhar, como costumo dizer, e devolvi-lhe o sorriso.
Compreendi e concordei.
Como concordei!
Enquanto formos capazes de contar com os outros, com o outro; enquanto formos capazes de pensar plural; enquanto formos capazes de incluir os outros, o outro, nas nossas decisões, escolhas, projectos; enquanto os outros, o outro tiver lugar na nossa vida, enquanto lhe dermos lugar e um lugar em que se sinta em casa, está tudo bem e tudo muda.
Muda a tentação egoísta de só pensarmos em nós; muda a intransigência, a intolerância; muda o individualismo feroz.
"Eu e tu"é relação querida e vivida por Deus, que é, Ele próprio comunhão.
Naqueles olhos bons de se olhar eu encontrei o tu que me fez sentir em casa.
Estava tudo bem!
Eu acho que, enquanto formos capazes de dizer "eu e tu", está tudo bem!
Olhei-a nos olhos - uns olhos bons de se olhar, como costumo dizer, e devolvi-lhe o sorriso.
Compreendi e concordei.
Como concordei!
Enquanto formos capazes de contar com os outros, com o outro; enquanto formos capazes de pensar plural; enquanto formos capazes de incluir os outros, o outro, nas nossas decisões, escolhas, projectos; enquanto os outros, o outro tiver lugar na nossa vida, enquanto lhe dermos lugar e um lugar em que se sinta em casa, está tudo bem e tudo muda.
Muda a tentação egoísta de só pensarmos em nós; muda a intransigência, a intolerância; muda o individualismo feroz.
"Eu e tu"é relação querida e vivida por Deus, que é, Ele próprio comunhão.
Naqueles olhos bons de se olhar eu encontrei o tu que me fez sentir em casa.
Estava tudo bem!
segunda-feira, 28 de maio de 2007
"Pôr-se a Caminho"-Ainda o Encontro...
Ainda o Encontro.
Aquele Encontro, naquele fim de semana, em Fátima, ali, aos pés da Mãe...
Naquela parede da sala, onde tanto se vira e ouvira; onde se partilhara e rezara; onde se rira ...
Naquela parede da sala onde se "peregrinara", foi projectado uma última imagem ( ou será que posso dizer a primeira? )
Nela estava escrito: "Pôr-se a Caminho"
"Pôr-se a caminho" é mais do que, só, pôr o "pé na estrada": é recomeçar; todo inteiro, ou juntando os pedaços do que ficou de si, e... IR, PARTIR, RECOMEÇAR!
Não é só o "pé"para andar, mas as "mãos" para trabalhar, tocar, curar; uma "cabeça" para discernir; um "coração" para bater, também, ao ritmo dos outros; uns "olhar"que salva; uma "boca"de onde saiem palavras de vida e que dão vida...
Não é só "pôr", mas "pôr-se". Não é só "dar", mas "dar-se"
"Pôr-se a caminho"é aceitar nascer de novo"!
E nascer de novo é aceitar tudo o que isso implica: mesmo a dor, as dores de parto, sabendo que são os custos de uma vida nova, novinha em folha!
"Pôr-se a caminho"é aceitar cair, levantar e recomeçar em cada dia, todos os dias.
Aquele Encontro, naquele fim de semana, em Fátima, ali, aos pés da Mãe...
Naquela parede da sala, onde tanto se vira e ouvira; onde se partilhara e rezara; onde se rira ...
Naquela parede da sala onde se "peregrinara", foi projectado uma última imagem ( ou será que posso dizer a primeira? )
Nela estava escrito: "Pôr-se a Caminho"
"Pôr-se a caminho" é mais do que, só, pôr o "pé na estrada": é recomeçar; todo inteiro, ou juntando os pedaços do que ficou de si, e... IR, PARTIR, RECOMEÇAR!
Não é só o "pé"para andar, mas as "mãos" para trabalhar, tocar, curar; uma "cabeça" para discernir; um "coração" para bater, também, ao ritmo dos outros; uns "olhar"que salva; uma "boca"de onde saiem palavras de vida e que dão vida...
Não é só "pôr", mas "pôr-se". Não é só "dar", mas "dar-se"
"Pôr-se a caminho"é aceitar nascer de novo"!
E nascer de novo é aceitar tudo o que isso implica: mesmo a dor, as dores de parto, sabendo que são os custos de uma vida nova, novinha em folha!
"Pôr-se a caminho"é aceitar cair, levantar e recomeçar em cada dia, todos os dias.
domingo, 27 de maio de 2007
Fátima de novo
Sabia que se pode peregrinar pelas estradas do nosso querido país; sabia que se pode "peregrinar" na berma da estrada, parada, - olhando, admirando, servindo - aqueles que passam por nós na estrada e que ficam connosco na vida...
Sabia que se deve viver a vida, a tal do dia a dia, com alma de peregrino, mas este fim de semana descobri que podia aprender com os outros, que há tantas formas de peregrinar quantas as pessoas que estão dispostas a pôr o "pé na estrada".
Desde que eu não perca de vista a meta que é Ele, o caminho sou eu que o tenho que fazer. Ninguém caminha por mim.
Neste Encontro que vivi ali ao pé da Mãe, agradeci a Deus por todas as pessoas que tem posto no meu caminho, todas as pessoas, que me têm ajudado a caminhar e que, de muitos modos vão comigo.
Sabia que se deve viver a vida, a tal do dia a dia, com alma de peregrino, mas este fim de semana descobri que podia aprender com os outros, que há tantas formas de peregrinar quantas as pessoas que estão dispostas a pôr o "pé na estrada".
Desde que eu não perca de vista a meta que é Ele, o caminho sou eu que o tenho que fazer. Ninguém caminha por mim.
Neste Encontro que vivi ali ao pé da Mãe, agradeci a Deus por todas as pessoas que tem posto no meu caminho, todas as pessoas, que me têm ajudado a caminhar e que, de muitos modos vão comigo.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Chamo-me Balbina
Durante muito tempo, não tive nome. Era só a carrinha e pronto!
Até que um dia...
A minha dona sentia que chegara "a hora da verdade" e ela tinha que me dizer "adeus":
porque "comia" muito; porque começava a ter, frequentemente, as minhas "maleitas"; por "isto" e por "aquilo" ...
Foi então, que, porque ela "desabafava" a sua pena, houve alguém, caridoso e amigo, que me "baptizou": Balbina!
Gostei, sinceramente! A minha dona ainda quis acrescentar um apelido: "Purificação" Não digo que não me dê um ar mais respeitável! - Balbina da Purificação - mas, pensando bem, prefiro ser só Balbina, para os mais íntimos.
Não sei que se passa convosco, mas comigo eu confesso : é tão importante ter um nome!
Ter um nome é ser reconhecido, diferente dos outros, e ser-se reconhecido é o primeiro passo para se ser amado. Amado como único, irrepetível.
Carrinhas há muitas; Balbina há só uma: eu!
Eu já suspeitava, mas agora tenho a certeza, não só porque tudo isto me foi explicado por ela, a minha dona, mas porque eu experimentei e experimento em cada dia.
A Balbina, que eu sou, viveu emoções, ouviu desbafos, foi testemunha muda de tanta vivência...
Claro que eu não passo de um "chaço" velho, mas acho que agora que eu tenho nome, tenho até...uma certa dignidade; não por aquilo que sou, mas por aquilo que comigo se fez, por aquilo que comigo, os outros foram capazes de fazer.
Acho que a dignidade está não tanto naquilo que se é, mas no serviço que se presta! Pelo menos foi isso que me ensinaram!
Não sei qual será o meu futuro, nem quero saber.
Sou sei uma coisa: serei sempre, Balbina, ao Vosso dispôr!
Até que um dia...
A minha dona sentia que chegara "a hora da verdade" e ela tinha que me dizer "adeus":
porque "comia" muito; porque começava a ter, frequentemente, as minhas "maleitas"; por "isto" e por "aquilo" ...
Foi então, que, porque ela "desabafava" a sua pena, houve alguém, caridoso e amigo, que me "baptizou": Balbina!
Gostei, sinceramente! A minha dona ainda quis acrescentar um apelido: "Purificação" Não digo que não me dê um ar mais respeitável! - Balbina da Purificação - mas, pensando bem, prefiro ser só Balbina, para os mais íntimos.
Não sei que se passa convosco, mas comigo eu confesso : é tão importante ter um nome!
Ter um nome é ser reconhecido, diferente dos outros, e ser-se reconhecido é o primeiro passo para se ser amado. Amado como único, irrepetível.
Carrinhas há muitas; Balbina há só uma: eu!
Eu já suspeitava, mas agora tenho a certeza, não só porque tudo isto me foi explicado por ela, a minha dona, mas porque eu experimentei e experimento em cada dia.
A Balbina, que eu sou, viveu emoções, ouviu desbafos, foi testemunha muda de tanta vivência...
Claro que eu não passo de um "chaço" velho, mas acho que agora que eu tenho nome, tenho até...uma certa dignidade; não por aquilo que sou, mas por aquilo que comigo se fez, por aquilo que comigo, os outros foram capazes de fazer.
Acho que a dignidade está não tanto naquilo que se é, mas no serviço que se presta! Pelo menos foi isso que me ensinaram!
Não sei qual será o meu futuro, nem quero saber.
Sou sei uma coisa: serei sempre, Balbina, ao Vosso dispôr!
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