"meio quilo de esperança e duas doses de coragem"
Ele tinha partido do Porto, com duas tábuas de surf, algumas T-shirts, dois pares de calções, chinelos, um computador portátil, uma máquina fotográfica, artigos de higiene, livros de viagens e claro, documentos e dinheiro ( não muito!)
Sem compromissos familiares, para trás ficavam um emprego, amigos e a rotina; na sua frente as ondas, o mar sem fim, países distantes, "o tutano da vida"...
Agora, passados tempos, mares, ondas, experiências e vivências...
agora na Costa Rica, quando regressa da praia, tem...
o quarto vazio da residencial, os chinelos dos pés e a tábua de surf!
Polícia, declarações, consulado, papelada, necessidade de sobreviver!
A quem lhe perguntou com o que tinha ficado, ele respondeu: meio quilo de esperança e duas doses de coragem, para ainda acrescentar com humor: se calhar tinha "peso" a mais!
Não sou "surfista"e, sem qualquer juízo de valor, quero "saborear o tutano da vida" de outro modo, mas com ele, com o André surfista, aprendi mais do que uma lição...
Posso perder muita coisa, mas não posso perder nem a esperança, nem a coragem;
Posso deixar para trás muita coisa, mas não posso deixar de levar a tábua do meu sonho; Posso deixar para trás a "tralha" da minha vida, aquilo que me impede de caminhar e é só um "peso", mas não posso deixar de levar o ESSENCIAL
Mas, para que isso aconteça, tenho de saber em Quem ponho a minha esperança;
Quem alimenta a minha coragem;
Quem é a minha tábua;
Qual é o meu sonho.
Se eu souber responder a estas questões encontrarei o Essencial!
Um abraço, André!
terça-feira, 10 de julho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
experimentem!
Quando eu era pequenina, como todas as crianças, "adorava" histórias! (devo confessar que ainda gosto...)
Mas as que mais me fascinavam eram aquelas em que bastavam dizer umas palavras mágicas e logo as portas se abriam, as pedras rolavam, os "génios" apareciam prontos a servir os desejos mais insólitos, tipo "entrega ao domicílio" da imaginação mais exigente.
Só que....
Depressa entendi que aquilo só funcionava nas histórias e por mais que a minha imaginação delirante criasse palavras mágicas as "portas" que eu queria abrir, ficavam fechadas!
Depressa( e ainda bem) entendi que em vez de perder tempo à espera, parada, que, por magia, acontecesse aquilo que eu desejava, eu tinha era de pôr o pé na estrada da minha vida e trabalhar para aquilo que era o meu desejo mais profundo
E quando as forças falham?
E quando na "peregrinação" que é a nossa vida eu caio, esgotada, não tanto pelas dificuldades, mas "triste" comigo por cair nas mesmas coisas:
"tropeçar" na mesma pedra... "hesitar" na mesma encruzilhada... "escorregar" na mesma descida ?
Eu já não queria palavras mágicas, em que não acreditava, mas queria, isso sim, uma palavra de ordem, para que eu fosse capaz, não de abrir portas, mas de me abrir por dentro... Palavra dita com doçura... Com a doçura de Alguém que me ama e que confia em mim, mais do que eu própria, que me diz: Levanta-te! Podes! És capaz! Sou Eu que te digo!
Em muitos momentos do Evangelho, o Senhor diz: " Levanta-te!"
Sou eu que tenho de me levantar, mas posso, porque Ele está ali.
Entendi, finalmente, que não há magia, mas que o Amor que me é dado e que acolho com confiança, faz milagres!
Levanta-te! Eu estou contigo
Mas as que mais me fascinavam eram aquelas em que bastavam dizer umas palavras mágicas e logo as portas se abriam, as pedras rolavam, os "génios" apareciam prontos a servir os desejos mais insólitos, tipo "entrega ao domicílio" da imaginação mais exigente.
Só que....
Depressa entendi que aquilo só funcionava nas histórias e por mais que a minha imaginação delirante criasse palavras mágicas as "portas" que eu queria abrir, ficavam fechadas!
Depressa( e ainda bem) entendi que em vez de perder tempo à espera, parada, que, por magia, acontecesse aquilo que eu desejava, eu tinha era de pôr o pé na estrada da minha vida e trabalhar para aquilo que era o meu desejo mais profundo
E quando as forças falham?
E quando na "peregrinação" que é a nossa vida eu caio, esgotada, não tanto pelas dificuldades, mas "triste" comigo por cair nas mesmas coisas:
"tropeçar" na mesma pedra... "hesitar" na mesma encruzilhada... "escorregar" na mesma descida ?
Eu já não queria palavras mágicas, em que não acreditava, mas queria, isso sim, uma palavra de ordem, para que eu fosse capaz, não de abrir portas, mas de me abrir por dentro... Palavra dita com doçura... Com a doçura de Alguém que me ama e que confia em mim, mais do que eu própria, que me diz: Levanta-te! Podes! És capaz! Sou Eu que te digo!
Em muitos momentos do Evangelho, o Senhor diz: " Levanta-te!"
Sou eu que tenho de me levantar, mas posso, porque Ele está ali.
Entendi, finalmente, que não há magia, mas que o Amor que me é dado e que acolho com confiança, faz milagres!
Levanta-te! Eu estou contigo
sábado, 16 de junho de 2007
a lição do ananás
Continental e "urbana", olhava, com assombro, as estufas, ou melhor a sequência das estufas:
Em cada estufa se processava uma fase da cultura do ananás.
Tentei ouvir atentamente as explicações, que me iam sendo dadas e ia "visitando" as diversas estufas...
Para todas as fases era necessário: técnica, trabalho aturado, atenção à luz, à temperatura e...
tempo: um ananás leva dois anos a formar-se.
Dois anos!
Dois anos de dedicação, dois anos de atenção, dois anos de espera...
Tempo para plantar, tempo para cuidar, tratar, alimentar e... esperar
Tempo para "plantar" com cuidado e carinho e saber esperar
Quase sem dar por isso, pensei na minha maneira de "estar"na vida, naquilo que quero "apanhar" sem "cultivar" com dedicação, carinho e paciência; naquilo que "planto" e quero ver os resultados imediatos; na minha dificuldade de saber esperar
Obrigada, Senhor, pela lição do ananás!
Em cada estufa se processava uma fase da cultura do ananás.
Tentei ouvir atentamente as explicações, que me iam sendo dadas e ia "visitando" as diversas estufas...
Para todas as fases era necessário: técnica, trabalho aturado, atenção à luz, à temperatura e...
tempo: um ananás leva dois anos a formar-se.
Dois anos!
Dois anos de dedicação, dois anos de atenção, dois anos de espera...
Tempo para plantar, tempo para cuidar, tratar, alimentar e... esperar
Tempo para "plantar" com cuidado e carinho e saber esperar
Quase sem dar por isso, pensei na minha maneira de "estar"na vida, naquilo que quero "apanhar" sem "cultivar" com dedicação, carinho e paciência; naquilo que "planto" e quero ver os resultados imediatos; na minha dificuldade de saber esperar
Obrigada, Senhor, pela lição do ananás!
quarta-feira, 6 de junho de 2007
"viver como bom cristão"
"Viver como bom cristão"
Li esta expressão e fiquei a pensar...
Para já, infelizmente, não sou! ( será que posso dizer: ainda não? )...
Mas, continuei e pensar, e vou arriscar:
"viver como bom cristão" é amar (os outros ) como se é amado ( por Deus) !
Li esta expressão e fiquei a pensar...
Para já, infelizmente, não sou! ( será que posso dizer: ainda não? )...
Mas, continuei e pensar, e vou arriscar:
"viver como bom cristão" é amar (os outros ) como se é amado ( por Deus) !
Rir "com"
Ela tossia desalmadamente...
Mas como não queria parar de falar, continuava e as palavras saíam com "fífias", duma maneira tão caricata, que era impossível ficar sério e assim só provocou umas boas gargalhadas a quem a ouvia...
Era impossível ela zangar-se porque não se estavam a rir de, estavam-se a rir com!
E era/é o com que marca a diferença.
O com que é de comunhão, que é de comum - união!
Vale a pena perguntar com que atitude nos relacionamos uns com os outros.
Que intencionalidade marca o nossos gestos, mesmo os mais pequenos, as nossas palavras, os nossos olhares?
Os gestos - São gestos que afastam, ou são gestos de comunhão, de comum-união?
As palavras - São palavras que ferem, ou palavras que "curam"?
E os olhares - São olhares que medem, julgam, avaliam, ou olhares que acolhem, olhares calorosos, onde me sinto em casa
Interessa que o meu eu, conte com o teu tu, mas para com ele eu possa, saiba, queira consruir comunhão
Mas como não queria parar de falar, continuava e as palavras saíam com "fífias", duma maneira tão caricata, que era impossível ficar sério e assim só provocou umas boas gargalhadas a quem a ouvia...
Era impossível ela zangar-se porque não se estavam a rir de, estavam-se a rir com!
E era/é o com que marca a diferença.
O com que é de comunhão, que é de comum - união!
Vale a pena perguntar com que atitude nos relacionamos uns com os outros.
Que intencionalidade marca o nossos gestos, mesmo os mais pequenos, as nossas palavras, os nossos olhares?
Os gestos - São gestos que afastam, ou são gestos de comunhão, de comum-união?
As palavras - São palavras que ferem, ou palavras que "curam"?
E os olhares - São olhares que medem, julgam, avaliam, ou olhares que acolhem, olhares calorosos, onde me sinto em casa
Interessa que o meu eu, conte com o teu tu, mas para com ele eu possa, saiba, queira consruir comunhão
terça-feira, 29 de maio de 2007
Olhos " bons de se olhar"
Ela foi-se chegando, de mansinho, e entre envergonhada e determinada, pousou a mão um bocadinho enrugada, mas muito fresca no meu braço e disse, sorrindo:
Eu acho que, enquanto formos capazes de dizer "eu e tu", está tudo bem!
Olhei-a nos olhos - uns olhos bons de se olhar, como costumo dizer, e devolvi-lhe o sorriso.
Compreendi e concordei.
Como concordei!
Enquanto formos capazes de contar com os outros, com o outro; enquanto formos capazes de pensar plural; enquanto formos capazes de incluir os outros, o outro, nas nossas decisões, escolhas, projectos; enquanto os outros, o outro tiver lugar na nossa vida, enquanto lhe dermos lugar e um lugar em que se sinta em casa, está tudo bem e tudo muda.
Muda a tentação egoísta de só pensarmos em nós; muda a intransigência, a intolerância; muda o individualismo feroz.
"Eu e tu"é relação querida e vivida por Deus, que é, Ele próprio comunhão.
Naqueles olhos bons de se olhar eu encontrei o tu que me fez sentir em casa.
Estava tudo bem!
Eu acho que, enquanto formos capazes de dizer "eu e tu", está tudo bem!
Olhei-a nos olhos - uns olhos bons de se olhar, como costumo dizer, e devolvi-lhe o sorriso.
Compreendi e concordei.
Como concordei!
Enquanto formos capazes de contar com os outros, com o outro; enquanto formos capazes de pensar plural; enquanto formos capazes de incluir os outros, o outro, nas nossas decisões, escolhas, projectos; enquanto os outros, o outro tiver lugar na nossa vida, enquanto lhe dermos lugar e um lugar em que se sinta em casa, está tudo bem e tudo muda.
Muda a tentação egoísta de só pensarmos em nós; muda a intransigência, a intolerância; muda o individualismo feroz.
"Eu e tu"é relação querida e vivida por Deus, que é, Ele próprio comunhão.
Naqueles olhos bons de se olhar eu encontrei o tu que me fez sentir em casa.
Estava tudo bem!
segunda-feira, 28 de maio de 2007
"Pôr-se a Caminho"-Ainda o Encontro...
Ainda o Encontro.
Aquele Encontro, naquele fim de semana, em Fátima, ali, aos pés da Mãe...
Naquela parede da sala, onde tanto se vira e ouvira; onde se partilhara e rezara; onde se rira ...
Naquela parede da sala onde se "peregrinara", foi projectado uma última imagem ( ou será que posso dizer a primeira? )
Nela estava escrito: "Pôr-se a Caminho"
"Pôr-se a caminho" é mais do que, só, pôr o "pé na estrada": é recomeçar; todo inteiro, ou juntando os pedaços do que ficou de si, e... IR, PARTIR, RECOMEÇAR!
Não é só o "pé"para andar, mas as "mãos" para trabalhar, tocar, curar; uma "cabeça" para discernir; um "coração" para bater, também, ao ritmo dos outros; uns "olhar"que salva; uma "boca"de onde saiem palavras de vida e que dão vida...
Não é só "pôr", mas "pôr-se". Não é só "dar", mas "dar-se"
"Pôr-se a caminho"é aceitar nascer de novo"!
E nascer de novo é aceitar tudo o que isso implica: mesmo a dor, as dores de parto, sabendo que são os custos de uma vida nova, novinha em folha!
"Pôr-se a caminho"é aceitar cair, levantar e recomeçar em cada dia, todos os dias.
Aquele Encontro, naquele fim de semana, em Fátima, ali, aos pés da Mãe...
Naquela parede da sala, onde tanto se vira e ouvira; onde se partilhara e rezara; onde se rira ...
Naquela parede da sala onde se "peregrinara", foi projectado uma última imagem ( ou será que posso dizer a primeira? )
Nela estava escrito: "Pôr-se a Caminho"
"Pôr-se a caminho" é mais do que, só, pôr o "pé na estrada": é recomeçar; todo inteiro, ou juntando os pedaços do que ficou de si, e... IR, PARTIR, RECOMEÇAR!
Não é só o "pé"para andar, mas as "mãos" para trabalhar, tocar, curar; uma "cabeça" para discernir; um "coração" para bater, também, ao ritmo dos outros; uns "olhar"que salva; uma "boca"de onde saiem palavras de vida e que dão vida...
Não é só "pôr", mas "pôr-se". Não é só "dar", mas "dar-se"
"Pôr-se a caminho"é aceitar nascer de novo"!
E nascer de novo é aceitar tudo o que isso implica: mesmo a dor, as dores de parto, sabendo que são os custos de uma vida nova, novinha em folha!
"Pôr-se a caminho"é aceitar cair, levantar e recomeçar em cada dia, todos os dias.
domingo, 27 de maio de 2007
Fátima de novo
Sabia que se pode peregrinar pelas estradas do nosso querido país; sabia que se pode "peregrinar" na berma da estrada, parada, - olhando, admirando, servindo - aqueles que passam por nós na estrada e que ficam connosco na vida...
Sabia que se deve viver a vida, a tal do dia a dia, com alma de peregrino, mas este fim de semana descobri que podia aprender com os outros, que há tantas formas de peregrinar quantas as pessoas que estão dispostas a pôr o "pé na estrada".
Desde que eu não perca de vista a meta que é Ele, o caminho sou eu que o tenho que fazer. Ninguém caminha por mim.
Neste Encontro que vivi ali ao pé da Mãe, agradeci a Deus por todas as pessoas que tem posto no meu caminho, todas as pessoas, que me têm ajudado a caminhar e que, de muitos modos vão comigo.
Sabia que se deve viver a vida, a tal do dia a dia, com alma de peregrino, mas este fim de semana descobri que podia aprender com os outros, que há tantas formas de peregrinar quantas as pessoas que estão dispostas a pôr o "pé na estrada".
Desde que eu não perca de vista a meta que é Ele, o caminho sou eu que o tenho que fazer. Ninguém caminha por mim.
Neste Encontro que vivi ali ao pé da Mãe, agradeci a Deus por todas as pessoas que tem posto no meu caminho, todas as pessoas, que me têm ajudado a caminhar e que, de muitos modos vão comigo.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Chamo-me Balbina
Durante muito tempo, não tive nome. Era só a carrinha e pronto!
Até que um dia...
A minha dona sentia que chegara "a hora da verdade" e ela tinha que me dizer "adeus":
porque "comia" muito; porque começava a ter, frequentemente, as minhas "maleitas"; por "isto" e por "aquilo" ...
Foi então, que, porque ela "desabafava" a sua pena, houve alguém, caridoso e amigo, que me "baptizou": Balbina!
Gostei, sinceramente! A minha dona ainda quis acrescentar um apelido: "Purificação" Não digo que não me dê um ar mais respeitável! - Balbina da Purificação - mas, pensando bem, prefiro ser só Balbina, para os mais íntimos.
Não sei que se passa convosco, mas comigo eu confesso : é tão importante ter um nome!
Ter um nome é ser reconhecido, diferente dos outros, e ser-se reconhecido é o primeiro passo para se ser amado. Amado como único, irrepetível.
Carrinhas há muitas; Balbina há só uma: eu!
Eu já suspeitava, mas agora tenho a certeza, não só porque tudo isto me foi explicado por ela, a minha dona, mas porque eu experimentei e experimento em cada dia.
A Balbina, que eu sou, viveu emoções, ouviu desbafos, foi testemunha muda de tanta vivência...
Claro que eu não passo de um "chaço" velho, mas acho que agora que eu tenho nome, tenho até...uma certa dignidade; não por aquilo que sou, mas por aquilo que comigo se fez, por aquilo que comigo, os outros foram capazes de fazer.
Acho que a dignidade está não tanto naquilo que se é, mas no serviço que se presta! Pelo menos foi isso que me ensinaram!
Não sei qual será o meu futuro, nem quero saber.
Sou sei uma coisa: serei sempre, Balbina, ao Vosso dispôr!
Até que um dia...
A minha dona sentia que chegara "a hora da verdade" e ela tinha que me dizer "adeus":
porque "comia" muito; porque começava a ter, frequentemente, as minhas "maleitas"; por "isto" e por "aquilo" ...
Foi então, que, porque ela "desabafava" a sua pena, houve alguém, caridoso e amigo, que me "baptizou": Balbina!
Gostei, sinceramente! A minha dona ainda quis acrescentar um apelido: "Purificação" Não digo que não me dê um ar mais respeitável! - Balbina da Purificação - mas, pensando bem, prefiro ser só Balbina, para os mais íntimos.
Não sei que se passa convosco, mas comigo eu confesso : é tão importante ter um nome!
Ter um nome é ser reconhecido, diferente dos outros, e ser-se reconhecido é o primeiro passo para se ser amado. Amado como único, irrepetível.
Carrinhas há muitas; Balbina há só uma: eu!
Eu já suspeitava, mas agora tenho a certeza, não só porque tudo isto me foi explicado por ela, a minha dona, mas porque eu experimentei e experimento em cada dia.
A Balbina, que eu sou, viveu emoções, ouviu desbafos, foi testemunha muda de tanta vivência...
Claro que eu não passo de um "chaço" velho, mas acho que agora que eu tenho nome, tenho até...uma certa dignidade; não por aquilo que sou, mas por aquilo que comigo se fez, por aquilo que comigo, os outros foram capazes de fazer.
Acho que a dignidade está não tanto naquilo que se é, mas no serviço que se presta! Pelo menos foi isso que me ensinaram!
Não sei qual será o meu futuro, nem quero saber.
Sou sei uma coisa: serei sempre, Balbina, ao Vosso dispôr!
segunda-feira, 21 de maio de 2007
para quê? para quem?
Não, não me enganei.
Fiz a/s pergunta/s e quis deixar em aberto...
Ao contrário do seu costume,"Pé na estrada"já pára um bocadinho mais para pensar, antes de falar/escrever...
Será que é fruto da peregrinação? Deus queira que sim!
"Atiçar a chama"´é bom, é importante.
Para quê? Já vimos que não se pode perder o calor bom, da chama que crepita, ilumina, daquela que aquece o corpo e a alma, que dá aquele brilhozinho nos olhos...
Para quem? Para aquele/a que está dentro de casa, no sossego, no aconchego, sem ser incomodado/a, a viver o calor... sozinho/a
Ou será que esse calor, essa chama que crepita tem de me iluminar e aquecer a mim, mas não SÓ...
O fogo, a chama, o calor, é para ser partilhado, tem de ser partilhado!
Como posso deixar de fora alguém? Aliás, o meu brilho nos olhos, tem de ser o reflexo do brilho dos olhos de alguém!
Na peregrinação fomos convidados a olhar e ser olhados. Olhar e deixar-se olhar, em verdade, na transparência. Olhar bom que aquece, que transforma, que cura!
Atiçar a chama para que o fogo se não perca, o fogo que foi vivido e experimentado, por mim, para que ele esteja presente na minha vida, mas também para que eu o leve, para que eu dele seja instrumento:
Ser iluminado, para iluminar;
Sentir o calor, para poder aquecer;
Receber o fogo, para o levar, para o ATEAR
Fiz a/s pergunta/s e quis deixar em aberto...
Ao contrário do seu costume,"Pé na estrada"já pára um bocadinho mais para pensar, antes de falar/escrever...
Será que é fruto da peregrinação? Deus queira que sim!
"Atiçar a chama"´é bom, é importante.
Para quê? Já vimos que não se pode perder o calor bom, da chama que crepita, ilumina, daquela que aquece o corpo e a alma, que dá aquele brilhozinho nos olhos...
Para quem? Para aquele/a que está dentro de casa, no sossego, no aconchego, sem ser incomodado/a, a viver o calor... sozinho/a
Ou será que esse calor, essa chama que crepita tem de me iluminar e aquecer a mim, mas não SÓ...
O fogo, a chama, o calor, é para ser partilhado, tem de ser partilhado!
Como posso deixar de fora alguém? Aliás, o meu brilho nos olhos, tem de ser o reflexo do brilho dos olhos de alguém!
Na peregrinação fomos convidados a olhar e ser olhados. Olhar e deixar-se olhar, em verdade, na transparência. Olhar bom que aquece, que transforma, que cura!
Atiçar a chama para que o fogo se não perca, o fogo que foi vivido e experimentado, por mim, para que ele esteja presente na minha vida, mas também para que eu o leve, para que eu dele seja instrumento:
Ser iluminado, para iluminar;
Sentir o calor, para poder aquecer;
Receber o fogo, para o levar, para o ATEAR
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